Consignação de IRS: um assunto muito sério que dá muita alegria - Rita Fialho - Operação Nariz Vermelho

Consignação de IRS: um assunto muito sério que dá muita alegria – Rita Fialho

Certos números podem parecer pequenos, mas têm a capacidade de mudar histórias inteiras. Para nós, na Operação Nariz Vermelho, o número 1 é o mais especial: é o 1% da consignação do IRS, tema de uma das principais campanhas de comunicação que lançamos todos os anos. 

Graças à consignação do IRS, milhares de pessoas transformam uma pequena decisão num gesto de impacto muito maior. É que este direito de todos os contribuintes, que não implica quaisquer custos para quem escolhe consignar, tornou-se uma das mais importantes fontes de receita para a Operação Nariz Vermelho. Representando cerca de um terço do orçamento anual, é um apoio essencial para continuarmos a fazer o que sabemos fazer melhor: levar alegria, brincadeira e transformação aos hospitais. 

Mas este valor não permite apenas manter o trabalho já existente; permite expandi-lo. É esta a premissa que rege o trabalho diário de toda a nossa equipa. 

Graças ao apoio de milhares contribuintes, conseguimos planear a chegada a novos hospitais, a mais crianças, famílias e profissionais de hospital, e ampliar a presença dos Doutores Palhaços onde ela faz falta.  

Este crescimento assenta também numa ideia fundamental: o trabalho dos Doutores Palhaços é um trabalho profissional, realizado por artistas especializados, preparados para intervir em contexto hospitalar com sensibilidade, rigor e formação contínua. É um trabalho remunerado, pois há que reconhecer a dedicação, exigência e valor humano e artístico que esta missão exige. E é depois oferecido aos hospitais, assegurando que estes desfrutam da presença da Operação Nariz Vermelho sem qualquer custo. 

Mas para que os contribuintes escolham consignar o IRS, primeiro precisam de saber que essa possibilidade existe. E é aqui que a comunicação ganha um papel essencial. 

Todos os anos construímos uma campanha que procura informar, sensibilizar e lembrar que um gesto simples pode ter um impacto muito concreto. Mais do que divulgar uma mensagem, procuramos criar proximidade e mostrar o que está verdadeiramente por trás daquele 1%: pessoas, encontros, histórias e presença. 

A campanha de 2026 é exemplo disso. Desenvolvida pela agência NOSSA™, sob o conceito “Esta operação não custa nada. E doar 1% também não”, foi dada à palavra “operação” uma nova perspetiva. Em contexto hospitalar, a palavra pode carregar consigo emoções como medo, ansiedade e preocupação, sobretudo para uma criança. Mas existe uma operação diferente: aquela em que os instrumentos são coloridos, os doutores são palhaços profissionais e o resultado final é a transforação do ambiente hospitalar. E, tal como a campanha recorda, há também uma operação simples que qualquer pessoa pode fazer: consignar 1% do IRS — sem anestesia, sem complicações e sem qualquer custo. 

Ao longo dos anos temos tido a sorte de contar com parceiros de comunicação que acreditam profundamente na nossa missão e colocam a sua criatividade, conhecimento e talento ao serviço desta causa. Porque uma campanha não vive apenas de uma ideia criativa: vive de todos os parceiros que ajudam a amplificar a mensagem, de todos os meios que lhe dão espaço, de todos os profissionais que ajudam a fazê-la chegar mais longe. 

A comunicação tem este poder extraordinário: transforma uma mensagem numa decisão e uma decisão num impacto real. 

No final, aquilo que recebemos através da consignação do IRS não é apenas uma contribuição. É confiança. É a escolha de milhares de pessoas que decidem fazer parte desta missão e que ajudam a garantir que a alegria continua a entrar pelas portas dos hospitais. 

E quando falamos de um terço do orçamento anual, falamos exatamente disso: de um terço da nossa capacidade para continuar a crescer, a chegar mais longe e a continuar a provar que, mesmo em contexto hospitalar, há sempre espaço para um sorriso.