PomPom de seu nome,
Uma Doutora de Alegria!
Uma palhaça fofinha,
é o que o nome adivinha!
Com muita energia,
E pernas inquietas,
Dança pelos corredores,
Soando os sapatos claquetes!
Sempre muito bem arranjada,
De saia rodada e roupa colorida,
Cabelo nunca penteado.
Assim deve ser a vida!
Apaixonada por flores,
Na cabeça, na bata e na camisa.
Estar no meio do jardim,
É aquilo que a energiza.
Acha todas muito lindas,
Das mais simples, às mais cheirosas,
Dálias, cosmos, zínias e alecrim,
Girassóis, cravos, alfazema e rosas!
Halls, corredores e receções,
Entradas, quartos, salas de espera,
Em qualquer serviço onde passa,
Espalha sempre primavera!
Amiga de todos os animais,
De escamas, pelos e peninhas,
Ama os que têm bigodes,
e os de orelhas pequeninas.
A fazer-lhe companhia,
Encontramos a Porcachette,
Uma porca amorosa,
Uma porquinha pochete!
Trá-la pela cintura,
pelo ombro, ou pela mão,
Cantam as duas juntas,
Em toda e qualquer ocasião!
Com o seu marcador,
Faz um desenho dum rabisco.
Deixa a sua marca no vidro,
No quarto, um sorriso arisco!
Corpo que fala, que exprime,
E que conta belas histórias,
Umas, loucas e inventadas,
Outras, das suas memórias!
Mãos que esvoaçam,
Palmas abertas, e dedos esticadinhos,
Narram peripécias, falam muito,
Dão asas e voos aos pequeninos.
Uma pirueta, dois pliés e três saltinhos,
Síndrome de pés irrequietos.
Ginástica artística!
Bailarico aos pulinhos!
Energia infinita,
Pé-de-vento! Pé de dança!
Correndo o hospital feliz,
Nunca se cansa!
Cantigas de embalar,
adaptadas na hora,
Melodias de três notas,
Inventadas sem demora.
Com o seu clarinete,
Faz-se anunciar pelos corredores.
“-Vêm aí os Palhaços amigos!
Vêm aí os Palhaços Doutores!”